Miguel Figueiredo

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Tudo publicado por Miguel Figueiredo

  1. Com base na marca de mordidela na cauda e na boa qualidade da água que reduz as hipoteses de barbatanas ratadas, só resta mesmo um culpado: o betta. Mas também te digo que isso não abona muito em favor dos pobres guppies. O betta é um peixe lento. Mesmo num ataque de emboscada, um viviparo não excessivamente selecionado tem tempo de fugir. Provavelmente os machos guppy são mortos porque, com as suas barbatanas disparatadamente grandes, acabam por nadar tão mal como o betta. As fêmas guppy, com bartatanas pequenas, ainda conservam a sua mobilidade intacta e safam-se. Miguel
  2. Vejamos, um guppy não morre com umas mordidelas na cauda. Pode ficar sem uns pedaços de barbatana mas daí até morrer... Toma atenção a essas "caudas mordidas". Será que é mesmo mordido ou ratado? Tem raios de sangue? Uma barbatana mordida é geralmente um corte limpo, em "U". Uma barbatana ratada é irregular. De que tamanho é o aquário? Só 5 de nitratos? Não acredito. Experimenta outro teste. Entretanto muda a água e adiciona sal. Vai mudando a água com frequencia. Tenho uma certa dificuldade em acreditar que o betta consiga apanhar um guppy de modo a matá-lo. Ambos têm barbatanas selecionadas artificialmente mas o betta é ainda mais paspalhão que o guppy. Porém, se o aquário for muito pequeno... então o betta só tem que abrir a boca Miguel
  3. Chega e sobra. Provavelmente sobra, para servir de maternidade é capaz de ter um caudal demasiado forte. Miguel
  4. Então e o resto do post? Não se lê? Podes perfeitamente ter meriodionalis com cometas. Eu mantenho Phallocerus com eles (um peixinho parecido com o guppy sem qualquer problema. Os meriodionalis não são predadores. Tudo quanto é ciclideo Uruguaio ou argentino, incluindo alguns Apistogrammas. Provavelmente alguns ciclideos do norte do México também não terão problemas. De resto, no nosso clima até é possivel que alguns ciclideos africanos, do género Oreochromis ou Tilapia, aguentem. Miguel
  5. Está tudo lá no artigo, incluindo a medição semanal da amónia, nitritos e nitratos. Miguel
  6. Mas afinal és Português ou Alemão? De resto, ninguem trás legalmente peixes, nem mesmo os alemães. Por exemplo, O Dr. Staeck, um ictiologo conhecido e presidente da Associação Alemã de Ciclideos, é responsavel pela introdução na Europa de muitas das especies de Apistogrammas que hoje existem nos aquários. O número dessas especies transportadas com a documentação correcta está assustadoramente próxima de zero ... Tenho um amigo, maçarico nestas andanças que, em Moçambique, estava preocupado com eventuais problemas por trazer os peixes no avião. Foi então declará-los à alfandega do aeroporto de Maputo, que lhe cobrou meia duzia de euros para lhe emitir um papel... e o rapaz lá trouxe os peixes no avião, todo satisfeito. Curiosamente a própria alfandega não sabia (ou não queria saber) que, segundo a lei moçambicana, não é possivel trazerem-se peixes vivos... Outros amigos que entretanto trouxeram peixes da mesma zona não se preocuparam com esses detalhes, basta seguir as formalidades habituais das alfandegas em Africa e pagar as "taxas" do costume. Outro amigo, o Stefano Valdesalici, presidente da associação italiana, conseguiu o imaginável: Fez uma expedição à Tanzania e trouxe peixes LEGALMENTE. Uma tonelada e meia de papelada para cada peixe. Isto é de tal forma pouco habitual que o nome das estirpes encontradas passou a ser TZL! (Tanzania, Legally!) É uma das grandes piadas verdadeiras do hobby. Na realidade, o trabalho dos aquariofilistas que visitam zonas remotas, tem sido fundamental. É graças a esse trabalho de colecta e exploração que muitas especies são hoje conhecidas pela ciencia. E, também, graças a isso, é hoje possivel manter esses peixes em aquario. O mesmo se passa com as plantas. O Fidel não emitiu nenhuma licença autorizando a saida da Hemianthus callitrichoides "Cuba"... Um aquariofilista que visite essas zonas, está a prestar um grande contributo no conhecimento e na divulgação da biodiversidade, se trouxer algumas amostras. A única origem importante de onde NÃO SE DEVE TRAZER peixes é, infelizmente, o Brasil. O Brasil tem a politica ecológica mais estupida do mundo. As empresas podem legalmente abater interminaveis hectares de arvores, destruindo a floresta e toda a vida que dela depende, incluindo inúmeras especies de peixes. Porém, ai de alguém que seja encontrado com um peixinho vivo no bolso (morto não há problema). Só te safas da prisão se disseres que o peixe está vivo para servir de isco. Então aí tudo está bem. Diálogos semelhantes a este já têm acontecido no Brasil: - Você é um criminoso! Está detido! Está transportando aí um peixe vivo! - Não sou criminoso não! Este peixe é para isco! - Para isco? Porque não disse logo? Desculpa, cara! Pode seguir. Inacreditável mas verídico. Os aquariofilistas no Brasil, quando visitam certas regiões, andam com licenças de pesca e fartam-se de apanhar discus para isco... Mas que grande pontaria! Estás precisamente a indicar os nomes de populações de peixes conhecidas no hobby, colectados pelos diversos aquariofilistas que visitaram esses locais: Lacustricola kongoranensis "PK10 S. Dar Es Salaam" Nothobranchius foerschi "Dar Es Salaam" Nothobranchius melanospilus "Dar Es Salaam" Pantanodon stuhlmanni "Dar Es Salaam" Aplocheilichthys spilauchen "Abidjan" Archiaphyosemion petersi "Abidjan" Epiplatys chaperi sheljuzhkoi "Abidjan" Fundulopanchax walkeri "Abidjan" Alguns destes peixes foram precisamente descritos pela ciencia graças a esses tais aquariofilistas que os descobriram e os trouxeram. Pois é... nada como trazer umas grandes fotos... e uma especie nova no bolso. Pensa nessa segunda parte da questão... a primeira parte já está excepcional. Miguel
  7. Nem queiras saber, a pedra é granito. Cheguei a pensar contratar uma camioneta para ir buscar a pedra à Beira mas o preço era exorbitante. Andei meses a tentar resolver o problema, telefonando para pedreiras e pedindo orçamentos... pelos vistos toda a gente pensava que eu era um ricaço excentrico, porque me davam orçamentos inacreditavelmente altos. Finalmente encontrei uma empresa transformadora de granito da zona de Sintra que me forneceu uma camioneta de pedras de granito de deperdicio por 250 euros. Era uma GRANDE camioneta! Quando vi tanto granito pensei: Bolas, tenho pedra suficiente para fazer uma casa! Afinal deu à justa para o lago e para os caminhos de acesso. Porém, a pedra vinha em pedaços gigantescos e, além disso, alguma dela já tinha sido já trabalhada, apresentando faces lisas e linhas rectas. Eu nunca tinha trabalhado a pedra... tirei então duas semanas de férias e passei-as a partir pedra, armado de um escoparo e de uma marreta. O problema é que o granito é bastante mais duro que outras pedras, como calcario ou xisto. No final dessas duas semanas eu tinha emagrecido 4 quilos mais o lago estava feito! De facto, ao fim dessas duas semanas a partir pedra eu já estava um virtuoso da marreta. Já pressentia por onde é que a pedra ia partir e onde bater para tirar as lascas desejadas e ir moldando a pedra. Foi um verdadeiro regresso à idade da pedra e, curiosamente, acabei por gostar. Suspeito que o trabalho da pedra é algo que está escrito nos nossos genes, passámos centenas de gerações a faze-lo. O problema é que cansa que se farta, colidindo com a minha costela alentejana. A não ser que sejas masoquista e gostes mesmo de trabalhar (o que não é o meu caso) é algo que não te recomendo. Apanha antes grandes seixos redondos no leito de ribeiras, ou melhor, contrata uns quantos ucranianos para o fazerem. Os seixos provavemente até ficam mais bonitos: dão um ar japonês ao lago. Não te esqueças é que vais precisar de muuuuuita pedra, e quanto maior o lago de mais pedra precisas. A proxima vez que eu construir um lago será isso o que farei: vou usar grandes seixos. Partir pedra foi giro mas para uma vez na vida chega... xiça. Miguel
  8. No outono esvazio sempre o lago, para tirar os peixes tropicais e para ver como correram as criações. Depois volto encher e a colocar as especies que passam o inverno no lago. Vou deixar estas especies no inverno: Ciclideos americanos Gymnogeophagus meridionalis Australoheros kaaygua "Rio Iguaçu" Ciprinideos Cyprinella lutrensis Devario assamensis "Lake Miriki, Bengal" Killies Fundulus cingulatus Viviparos Phallocerus caudimaculatus reticulatus
  9. André, Quando tinha a tua idade (bom, talvez um pouco mais velho) os meus amigos faziam questão de ter aquários. Sabes porquê? Porque eu lhes contava qual era umas principais funções dos aquários: Eram OPTIMOS para convidar as amigas: - Não queres ir lá a casa ver o aquário? Nessa algura usavam-se umas lampadas chamadas "gro-lux" que emitiam uma luz cor-de-rosa. Apagando as outras luzes, com o ligeiro ruido do borbulhar da água e com os peixinhos nadando entre as plantas, criava-se um ambiente tranquilo, envolvente e altamente romantico. O único problema é que se acabava por não se perder muito tempo a observar o aquário. Claro que, se dissermos aos amigos para que é que, exactamente, pode servir um aquário, vamos causar complicações. Um deles contou-me o seguinte: quanto após muitas hesitações, finalmente arranjou coragem para convidar uma amiga comum a ir ver o aquário, acabadinho de montar, recebeu a seguinte resposta: "- Ora bolas, já fui ver o aquário do Miguel, já fui ver o aquário do Carlos... já estou farta de ver aquários. Deixa lá o aquário, vamos é mas para o teu quarto, por exemplo, para ouvir música." Miguel
  10. Os lagos não se medem aos palmos, uma poça é optimo. Mesmo uma tina de plastico com uns 70 litros, depois de bem povoada plantas e torna-se num meio fantástico para criar peixes, além de muito decorativo. Neste caso é importante que não apanhe sol directo no verão, senão será demasido quente. Na Holanda há o habito de se fazerem mini lagos em barris cortados ao meio, como se fossem vasos. Outro exemplo: o pequeno lago do Marco Monteiro tem na varanda, está muito bem conseguido. Miguel
  11. Viva, Bom artigo, aqui vão mais dados interessantes sobre comida viva: http://fins.actwin.com/mirror/pt/live-food.html Miguel
  12. Eu já - a conclusão é que valem a pena mas roubam um pouco de espaço. Vê o artigo "Um Filtro Vivo" no primeiro numero (gratuito) da BioAquária: http://www.bioaquaria.pt/bioaquaria_0_edition.pdf Miguel
  13. Ciclideos americanos 3 Gymnogeophagus meridionalis > 40 crias Gymnogeophagus meridionalis, com 1 cm 2 (casal) Australoheros kaaygua "Rio Iguaçu" Ciclideos africanos 5 Tropheops sp "Red fin" 5 Tropheops sp "Olive" 2 (casal) Pseudotropheus socolofi 2 (casal) Melanochromis "maingano" 2 (casal) Labeotropheus trewavasae "Chilumba" 1 Paratilapia sp. "Andapa" (Vou inserir mais 5 esta semana) Ciprinideos 3 (1F, 2M) Cyprinella lutrensis - É a espécie mais simpatica, vem mordiscar-me os dedos. 9 Devario assamensis "Lake Miriki, Bengal" - É um dos meus peixes mais raros, bonitos e interessantes, os avós vieram dos Himalaias. Obrigado, Paulo! Killies 1 (F) Fundulus cingulatus Viviparos 2 (casal) Xiphophorus alvarezi "Rio Chiapas, Mexico" - É um Espada selvagem 14 Phallocerus caudimaculatus reticulatus Miguel
  14. Apanhavas-os nos últimos dias, claro Diz-me quando é a tua próxima expedição e eu mando-te umas dicas Miguel
  15. Rui e João: A mangueira foi comprada há 4 ou 5 anos num centro de jardinagem (encontram-se com regularidade). Nessa altura tinha só uns 60 cm mas deu a primeira manga no ano seguinte. Plantei a mangueira antes de existir o lago... só escavei o lago um ou dois anos depois, à volta da mangueira. Para colocar o liner fiz um buraco redondo no meio do liner por onde passou a árvore. Nessa altura tirei umas fotos mas não ficaram grande coisa, acho que ainda não sabia trabalhar com uma maquina fotográfica Sem água... a zona mais funda tem 1.20 m de profudidade. Com água e as primeiras plantas... O truque da colocação de pedras é que ficam parcialmente dentro de água, evitando que se veja logo o liner, que é pouco estético - ver o esquema: De facto, ao colocar as pedras no meu lago eu tinha pouca experiencia e a primeira fila (a mais baixa) só ficou parcialmente dentro de água. Se fosse hoje teria colocado a primeira fila de pedras completamente debaixo de água! Fica muito mais giro e natural. Severum: É verdade, e afinal tu é que és o avô destes peixes Retirei uns 20 alevins para criar em aquário, mas ainda ficaram uns 40. Hoje coloquei lá a primeira Paratilapia - Nhac! Quem é que tiver barbatanas que faça pela vida! Será a selecção natural a funcionar... mas os meriodionalis são ciclideos rijos. Estou convencido que muitos dos alevins vão fugir às bocas esfomeadas. Carlos: Nas imagens que envio agora consegues ver uns tabuleiros em plástico no fundo, como aqueles que se usam para o peixe, na praça. É aí que coloco o areão e planto as plantas, como as vallisnerias. Uso também vasos de plastico para os nenufares. O subtrato está nos tabuleiros, é areão de aquário (de 2-3 mm). Miguel
  16. A minha geração mais nova de Gymnogeophagus meridionalis: http://www.aquariofilia.net/forum/index.php?showtopic=98003 Já tirei uns quantos alevins para criar em aquário. É que na próxima semana vou inserir as paratilapias no lago, que são predadoras. Os alevins que lá estiverem vão ter que fazer pela vida. Pelo menos aqueles que se safarem serão os mais resistentes. Miguel
  17. Viva, Aqui vão algumas imagens do meu lago: A arvore na ilha é uma mangueira, tem dado dezenas de mangas por ano. A zona das plantas flutuantes: O nenúfar: Vejam se notam aqui alguma coisa de interessante: Vou fazer zoom: Exactamente, é um ciclideo com crias! É o papá Gymnogeophagus meridionalis a guardar os filhos. É muito dificil captar a beleza destes peixes fotografando-os de cima, por causa dos reflexos na água. O ano passado consegui apenas uma foto boa, colocando a mão a tapar o sol: Miguel
  18. E viva o Deserto! - Miguel Figueiredo
  19. Lindo! As fotos são tuas? E onde é que estão os peixes? Não me digas que só tiras fotografias... e que nem um peixinho trazes dessas viagens. Dá Deus as nozes... Miguel
  20. Se o lago está ao sol, as plantas só se tornarão eficientes quando cobrirem completamente o fundo: Estamos a falar de vários meses ou mesmo de um ano. No caso das flutuantes vais ter agua limpa, quando cobrirem a maior parte da superficie -- o que não é nada boa ideia: as flutuantes impedem as trocas gasosas, impedem a luz de chegar ao fundo (às plantas oxigenadoras) e sobretudo impedem-nos a nós de ver os peixes. Na minha opinião, as flutuantes incluindo as folhas de menúfar, não devem ocupar mais de um quinto do lago. Um UV, por outro lado, coloca-te rapidamente a água transparente mas não é absolutamente necessário. Eu, por mim, não coloco aparelhos electricos no lago. Já basta termos que os usar nos aquários. Um lago, com muito mais facilidade que um aquário, pode ser instalado de modo a não precisar dessas ajudas. Basta cobrirmos o fundo com plantas. Durante meses, enquanto as plantas forerem poucas, a água estará verde. Agua verde não é sinal de algo de errado no lago. As oxigenadoras no fundo continuarão a fazer o seu trabalho. A própria água verde produz oxigénio e possibilita grandes quantidades de infusorios, algo que até é positivo para os peixinhos pequenos. De qualquer modo, as plantas superiores acabarão por vencer e terás agua limpa. Tens é que dar às oxigenadoras, principalmente às vallisnerias, o substrato adequado para que estas possam cubrir o fundo: areão. Os UVs são altamente eficientes mas matam quer o fitoplancton quer o zooplancton. Ficas com a agua estéril mas cortaste elos fundamentais na cadeia alimentar. O teu lago criará muito menos bicharada, isto é, haverá muito menos comida para os teus peixinhos, grandes e pequenos. Miguel
  21. Experimenta o Killifinder: http://www.killifinder.org e procura spoor ou clica directamente em http://www.keepbase.org/fish/kf/kclitem.php?-m+keep+4287+all Miguel
  22. Um crocodilo! Agora é que eu já vi tudo! Que espécie é? Aguenta o inverno? Eu também quero um. Não dá para me alugares o teu? É que minha sogra vem cá para a semana... Miguel
  23. Um dos problemas é que as fotos de australis são raras. O peixe possivelmente até será parecido com algumas populações de brasiliensis - ou mesmo de outros Gymnogeophegus. Por exemplo: http://images.google.com/images?as_q=&...hagus+australis Penso que a diferença mais evidente entre brasililensis e australis poderá estar no tamanho: os australis rondam os 15 cm, enquanto os brasiliensis passam facilmente dos 20 e podem mesmo chegar aos 30. Em algumas das imagens da net, como esta: O peixe parece-se com um meridionalis, embora sem o vermelho. Suspeito que supostos australis poderão estar a ser colectados em duas origens: a Uruguaia, a norte do Rio Paraná, para peixes que possivelmente serão uma população de brasiliensis e a Argentina, a sul do Rio Paraná, para peixes que talvez sejam mesmo australis mas que, visualmente, são parecidos com o meridionalis. Miguel
  24. Viva, Podem-se reproduzir um ou dois meses depois de terem as cores finais. Começam por ser todos amarelos canário mas os machos depois mudam de cor, tornando-se azuis com riscas negras. Creio que a mudança se dá por volta dos 6-10 meses de idade. Reproduzem todo o ano, se tiverem calor. Na Madeira terão um periodo de repouso, de inverno, quando a água estiver abaixo dos 20 C. Será de esperar que as femeas tenham a "boca cheia" (são incubadores bocais) 3 a 5 vezes por época, libertando depois entre 20 e 40 crias. Eu gosto especialmente dos saulosi porque é possivel ver facilmente os alevins amarelo-vivo, junto às margens, a mordiscarem as algas do liner. Cada um dos alevins tem um pequeno território, com cerca de 20 a 30 cm2. Então, toda a margem do lago acaba por ser divida entre as crias de saulosi, cada um guardando o seu pequeno espaço. Claro que, quando chegares junto à margem, eles assustam-se e escondem-se mas depois, quando se habituarem e descobrirem que não és um perigo, voltam à sua lida e são um espectáculo interessante. Miguel