Ricardo Fonseca

Membro
  • Tópicos

    765
  • Registado Em

  • Última Visita

  • Country

    Portugal

Tudo publicado por Ricardo Fonseca

  1. Boas... talvez por conhecer bem o Miguel tenho perfeita ideia daquilo que ele pretendeu transmitir, embora, também, como o conheço bem e o estilo dele, sei bem que é bastas vezes mal interpretado. Concordo com a concepção de aquariofilia do Miguel e, olhando para as tuas montagens Filipe, concluo que a maior parte delas - a esmagadora maioria - com mais ou menos toques e retoques tenta recriar paisagens subaquáticas. Eu não sou apreciador de montagens com aspecto terrestre, nunca o escondi, mas várias vezes olhei para montagens de scappers para inspiração para os meus aquários. Os "terrestres" são bonitos - alguns deles até são - quanto a mim pouco indicados para os fins que eu tenho na minha aquariofilia que é a manutenção e reprodução de espécies aquáticas, particularmente ciclídeos. Havemos de convir que chamar "aquário natural" a uma aquário que representa pinheiros é um pouco contra censo, melhor seria chamar-lhes "aquários paisagistas" ou outra designação do género que apontasse, claramente, para o que são na realidade... montagens, por vezes obras de arte, dentro de água, orientadas para o sentido estético. Eu não tenho paciência para trabalhar com a maioria das plantas que os scappers usam, p.ex., já que muitas delas exigem elevadas manutenções e contínuas intervenções no aquário, coisa que evito por forma a perturbar o menos possível os territórios estabelecidos pelos meus peixes e assim gerar belicismos desnecessários e interrupções de processos reprodutivos. Contudo gosto de plantas e gosto de lhes dar um certo arranjo estético e, sendo possível, natural. Geralmente os meus plantados em algum tempo tornam-se selvas exactamente pela falta de paciência que tenho para podas e arranjos constantes... o engraçado é que quem os vê até gosta, por mais que eu olhe para eles e ache que falhei por completo o objectivo... mas, sendo sincero, não tenho pachorra para prosseguir durante muito tempo o objectivo que inicialmente tracei... interessam-me mais o peixes que a "fotografia" de um aquário plantado maduro... mas esta é a minha ideia, naturalmente que não será a ideia de todos, felizmente, ou caso contrário não poderia ver algumas montagens excepcionais... para as quais não tenho pachorra! Neste momento, tirando o plantado de 50 l que referi ter-se tornado numa selva, nem sequer tenho um único "show tank". Tenho alguns litros de água no fishroom, em aquas tecnicos, no quais até ambiciono o crescimento de algas pois geram optimos ambientes reprodutivos e para Tropheus, p.ex., são um óptimo complemento natural de alimentação, desenvolvendo os seus instintos naturais. Cumps
  2. Para quem tenha dúvidas e a favor da discussão, um link externo: Aquário "Black Waters" de Rui Estrelinha ... um exemplo de como a simplicidade e a estética se aliam ao natural da paisagem e à boa manutenção das espécies introduzidas. Cumps
  3. Se colocasse anúbias e valisnérias deixava de ser biótopo! Felipe... tenta arranjar umas fotos maiores, com essas não se consegue ver bem... Cumps
  4. Eu nem a artémia daria, tem demasiado tecido gordo e proteína animal. Optaria por complementar a alimentação com cyclops, dafnias (maioritariamente constituídas por fibra e água e camarão normal, cru, triturado com casca. Os meus Tropheus - que têm um regime alimentar semelhante aos mbunas - também têm comido mexilhão triturado sem grandes problemas. Contudo esta componente animal é uma pequena parte da dieta já que ela deve ser contituída, essencialmente, por matéria fibrosa de difícil digestão. Cumps.
  5. Provavelmente ficarão como estes: Link ... se não aprecias e se o lojista não te informou, sugiro que devolvas à loja e encomendes um casal de rams normais ou german blue (um forma de aquário bonita e que não estraga o peixe). Qualquer lojista os consegue adquirir nos fornecedores (os german blue talvez seja mais dificil encontrar), por vezes têm é a mania de invovar não percebendo puto do que estão a comprar. Cumps
  6. Para primeiro aquário não está nada mau... contudo não gosto desses ramirezis, lamento! Tenho aversão a tudo o que seja distorção da natureza e promoção de anomalias nos animais... os ramirezis "normais" são tão mais bonitos e saudáveis que os "balão". Cumps
  7. Uma foto da mãe com a miudagem de cerca de 3 semanas e meia: ... espero que gostem!
  8. Por falar em besteira! Quem são os pais do teu "papagaio"?!
  9. Paulo... como sou meio chanfrado tenho vindo a acompanhar o regime térmico do local de proveniência das Amecas e comparando com o regime térmico da zona onde tenho o lago... até agora andam quase de braço dado no que toca às mínimas verificadas! :D Quadro Curiosamente até agora têm estado mínimas mais agradáveis na zona onde moro do que em Lisboa. Não é infrequente sair do trabalho cheio de frio e chegar a casa e estar uma temperatura não demasiado desconfortável. Tem é chovido tremendamente, muito mais que em Lisboa! TPAs para o lago e rega grátis... não fosse o incómodo de me ensopar todo até chegar ao carro!
  10. Acho que o grande problema dessa concepção (a parte dos fluxos de água que se existir algum entupimento irá dar inundação... mas isso são riscos que se correm), é o desferrar da tubagem da bomba e o risco de começar a trabalhar em seco. Acho que a bomba a impulsionar a água é mais eficaz que a puxar. Uma outra questão que deves ter em atenção é a necessidade de redundância na passagem de água de um cubo para o do lado. Aconselho tubos ferrados em U invertido para que, caso haja entupimento da rede, se manter o nivel de água nos cubos obedecendo ao princípio dos vasos comunicantes. Cumps.
  11. Essa pesquisa não o vai levar a lado nenhum ... é de certeza uma Laetacara (creio que) dorsigera com cores de reprodução. Cumps
  12. É uma Laetacara, provavelmente, dorsigera embora a foto não seja nitida. Cumps
  13. Paulo... ... quanto às Amecas o meu receio é o facto de serem "peixes de aviário", pois na natureza chegam a ter 2 a 3 picos anuais de temperaturas negativas. De qualquer forma estou a monitorizar... o lago está, agora, por volta dos 15ºC à noite e à superfície. Seja como for não irei arriscar as populações inteiras... ficarão, apenas, alguns, poucos, exemplares para teste. Abraço
  14. Sem dúvida... e é por isso que me bato, quer a nível individual, quer a nível associativo. A correcta manutenção dos peixes (e outros animais e plantas aquáticos), a sua manipulação não exagerada , a correcta alimentação e a promoção do seu bem estar em cativeiro é o deve ser o objectivo de um aquariofilista. Quem não prossiga estes critérios poderá ter peixes, aquários, lagos, etc., mas não é, certamente, um aquariofilista. Partes de uma concepção "humanizante" das restantes espécies animais. Os peixes têm necessidades específicas e nenhuma delas passa pela sensção de "liberdade" dada pela possibilidade de fazer turismo no meio ambiente! As necessidades de um peixe, no habitat natural, passam pela existência de condições ambientais às quais se adaptaram ao longo de milhares/milhões de anos, pela existência de alimentação, pela capacidade de resistência a doenças, pela possibilidade de manutenção de territórios (no caso dos peixes territoriais) ou de ter espaço suficiente para desenvolver as suas características naturais, e pela possibilidade de procriarem. Em aquário, se correctamente mantidos, F0 ou Fn, eles obtêm tudo isto de borla. Não têm que lutar por territórios porque nós lhos arranjamos de forma segura, não têm que estar sujeitos às condicionantes para obtenção de alimento, podem procriar - e fazem-no - se estiverem nas condições ideais... não tenho qualquer objecção quanto à aquisição e manutenção de F0s com as seguintes condições: - os F0, como qualquer outro peixe, mas aqui com mais condicionantes, devem ter preenchidas em cativeiro as necessidades inerentes à espécie; - a sua captura deverá ser feita com rigor e no estrito cumprimento de regras que não ponham em causa a manutenção de populações selvagens saudáveis; - só devem ser mantidos por quem tem já uma vasta experiência de lidar com Fn's (anos de prática) e por quem procura, não exibir um exemplar F0 como troféu, mas estudar dentro da medida das suas possibilidades o seu comportamento natural e manter linhagens não apuradas da espécie. Eu mantenho alguns F0 e reproduzi-os quase todos, à excepção de uma espécie que me está a dar cabo da cabeça, mas que conto, em breve, esquecer o que li e dar-lhe condições ainda melhores (em termos de espaço) das que vêm, geralmente, constantes da literatura como sendo as necessárias... talvez aí tenha mais sorte. Os F0 têm, ainda, outra vantagem do prisma da aquarioifilia. Quem pretende ir um pouco mais além do que ter peixes coloridos para olhar, consegue através dos F0 - se correctamente identificados - aceder a dados populacionais que não são possíveis em exemplares manipulados (que são a maioria do que existe na aquariofilia). Para mim a aquariofilia tem uma componente mais profunda do que o simples conceito lúdico... com efeito, se atendermos à história recente, a aquariofilia responsável tem contribuído mais para o estudo do meio aquático do que outra coisa qualquer. Provavelmente não fosse o interesse comercial associado e a grande maioria das espécies aquáticas conhecidas e até descritas estariam na ignorância e nada seria feito para a sua preservação na natureza. Não parece estranho... é apenas um princípio. Atende ao que aconteceu no Lago Vitória... a maior parte das espécies aquáticas não servem para fins alimentares e, não servindo para tal, são tidas pelas populações locais como inúteis. Por causa disso, várias introduções exóticas têm sido feitas e, através delas e da concorrência que fazem ao endémicos, têm provocado extinções em massa. Eu prefiro ver as populações locais capturarem, comedidamente, exemplares para fins ornamentais, do que promoverem a sua extinção através de introdução de exóticos para alimentação ou destruição do habitat para culturas agrícolas. Agora tudo passa pela forma de captura e pelo destino final... isso é que deve ser regulamentado e implementado. ... aí sim, é diferente. Mas porque tu partes da concepção que a aquariofilia é um luxo em si e não prossegue finalidade nenhuma. Eu tenho outra concepção da aquariofilia. Claro está que há muito quem olhe para os peixes como elementos de exibição... eu tenho outra concepção e é por ela que eu luto. Eu não... . Por incrível que pareça não tenho um único aquário "show"... tenciono montar um na sala, mas neste momento todos os aquários que mantenho são técnicos e perco (ganho) horas a tratar os peixes, a estuda-los e observa-los, a promover posturas, etc. Gosto de aprender e gosto de ajudar quem quer aprender... e nem queiras saber como me irritam certos "hobbistas" que se estão nas tintas para o estudo dos animais que detêm e que os usam para auto-promoção. O Homem, como ser "universal" presente em todos os cantos do globo vive realidade diversas, necessidades diversas e níveis de sensibilidade diversos. Os mais conscientes a nível ambiental e preservacionista devem, no meu entender, não tentar aplicar a nível universal as suas sensibilidades com princípios rígidos e - tantas vezes - contraproducentes, mas ter em atenção essa realidade complexa e tentar fazer valer os seus objectivos com recurso a ferramentas eficazes. ... não entendas isto como ofensa, mas sofres um pouco de lirismo! Os princípios que defendes têm a sua validade, mas tantas vezes a defesa cega de princípios acaba com a possibilidade de prossecução dos objectivos que esses princípios defendem. Cumps.
  15. O problema não está na captura - embora compreenda os princípios teóricos que queres defender, no mundo em que vivemos eles são profundamente contraproducentes -, mas na forma como é feita e na maneira como alojamos os animais, selvagens ou criados em cativeiro. E onde estava verdadeiramente a diferença na concepção de direito moral que permite aos homens enclausurar um animal?! A diferença reside na distinção sobre se ele viveu algum tempo no habitat natural ou se viveu sempre em cativeiro? Do ponto vista moral é igualzinho, do ponto de vista do animal tudo depende das condições em que é mantido, sendo, em princípio, o animal de cativeiro mais tolerante às asneiras que cometemos. Sinceramente, se eu comer só alface e soja, fico com uma fome do caneco! Essa é a grande questão... o impacto da colecta. Nada justifica que para obter um animal para fins ornamentais uma quantidade variável de outros tenha que morrer. Mas isso vai levar-nos à questão relativa à captura. Já há uns anos que me interesso por esta problemática, sendo que me considero um ambientalista realista, tendo lido muito e pesquisado muito sobre a questão. Actualmente, dos recifes menos ameaçados pelo homem, encontram-se aqueles em que é feita uma exploração moderada, regulada e ponderada. Dizer: os recifes devem permanecer intactos é esquecer que há quem deles se alimente. Dizer que para alimentação sim, mas para fins ornamentais não é esquecer a mais valia que um peixe, para fins ornamentais, tem face a um pescado para alimentação própria. Tudo isto são realidades incontornáveis com as quais, quer queiramos, quer não, temos que viver. Respeitar a natureza é ter consciência que o homem faz parte dela, que com ela tem que interagir e que dela tem que retirar algo... como qualquer outra espécie animal ou vegetal. A questão está em faze-lo de forma moderada ou destruir 100 para colher 1! Quando falas na soja, que tantos defendem que deveria ser a base da nossa alimentação eliminando o factor animal, estás, mais uma vez, a alhear-te da realidade e a defender princípios herméticos insustentáveis. Para que todos vivamos da soja, muitos animais perdem os seus habitats naturais que são destruídos para cultivar soja. O Brasil é exemplo disso... ... nem tudo é preto ou branco, há alguns cinzentos aceitáveis e, até, desejáveis. Cumps
  16. 100% de acordo com o que referiu o António Vítor... e isso aplica-se tanto ao comércio ornamental salgado, como ao doce. O dar aproveitamento económico aos recifes, como ao Amazonas, Malawi, etc. etc. etc., desde que regrado e fiscalizado, é a melhor forma de promover a sua manutenção a longo prazo. Permitindo às populações locais, devidamente formadas e com instrumentos e técnicas apropriados, a captura de exemplares selvagens é a melhor maneira de dar a essas populações uma forma de vida compatível com o que se pretende proteger, incentivando-as a proteger também e criando uma concorrência difícil de ultrapassar aos piratas ambientais. Ao fim ao cabo, para tudo, é preciso conta, peso e medida... soluções radicais, ou no sentido da liberalização total, ou da proibição total, geralmente são profundamente perversas e acabam por ter efeitos indesejados. Cumps.
  17. Amecas também tenho em lago... vou deixar alguns exemplares para ver se aguentam o Inverno também. Cumps
  18. ... alguns exemplos. P.S. Miguel, na próxima Primavera já te digo se podes juntar Puntius ticto "Odessa" ao lote!
  19. Boas... ... nunca mantive Archocentrus nigrofasciatus (nome actual da espécie), mas é com agrado que verifico que há ainda quem tenha o prazer de os manter. Os teus estão com muito bom aspecto, contudo tenho que fazer um pequeno reparo... o aquário é muito pequeno para eles, ainda que me pareça que te enganaste nas medidas que apresentaste. Boa sorte com eles e com a criação e tenta dar-lhes um espacinho maior! Cumps
  20. O "balão" e uma deformidade, uma característica genética indesejável seleccionada por quem não tem mais nada que fazer do que estragar o que a natureza nos deu. Continuo a não perceber o fascínio que estas deformidades, que diminuem a saúde e qualidade de vida dos pexies, suscitam nos compradores, mas creio que isso passará muito por falta de informação... Sim... eles podem reproduzir-se, infelizmente, já que a capacidade reprodutora não está MUITO afectada e podem "cruzar" com ramirezis normais porque se trata, ainda que não pareça, da mesma espécie. Cumps.
  21. ... esse vídeo é o melhor exemplo que se pode dar a um novo aquariofilista sobre o que não fazer!
  22. Os kribs são bastante tolerantes quanto aos parêmetros químicos da água... pH de 6 a 8, desde que estável, e durezas variadas, desde que estáveis, são todas indicadas. É normal nem todos os alevins sobreviverem, mas aproveito para perguntar, quantas vezes e em que quantidade os alimentas ao dia? Cumps
  23. Excelente artigo Luís... os meus parabéns! ... já agora, a tua fishroom está quase tão desarrumada quanto a minha... quase! Abraço.
  24. Peço desculpa mas foi UMA DAS FRASES MAIS IMBECIS, porque o autor dessa avançou com outras de igual grau de imbecilidade... nesse capítulo demonstrou-se um ás! Cumps
  25. Smaug, li por alto as tuas intervenções a este propósito... os disparates em que incorres são são recorrentes e a teimosia tão grande que não valerá a pena dizer mais nada para te demover de manter essa monstruosidade e de incentivar, com a sua aquisição, a sua produção. Contudo agradeço que não lhe chames ciclídeo... essa coisa não tem classificação possível a não ser a de se tratar de um híbrido de muito mau gosto, pelo que, no máximo, o que lhe podes chamar é peixe, já que remotamente se parece com um, embora não haja nada que se lhe assemelhe na natureza. Cumps