Epá, essa história da UV e das cianos tem muito que se lhe diga...
É certo que andam bactérias em suspensão, na coluna de água. É certo que a UV mata isso tudo mas se há coisa que eu aprendi nas aulas de Biologia é que as bactérias preferem fixar-se a um substracto do que andar a "esvoaçar" por aí fora e só dessa maneira é que ocorre desenvolvimento e proliferação bacteriana. Primeiro vem o biofilme ( primeira vaga de bactérias), depois vêm outro tipo de bactérias e nutrientes, depois vem uma 3ª vaga de bactérias e por aí fora até se estabelecer uma comunidade de várias espécies de bactérias com as suas matrizes, transporte de nutrientes e afins com especialização e desenvolvimento do ciclo bacteriano ( bactérias aeróbias, anaeróbias, gram +, Gram -, aeróbias facultativas, etc). Isto para dizer que este tipo de especialização e proliferação só é possível se houver uma comunidade estabelecida e essas comunidades só existem quando agregadas e aderidas a um substracto, neste caso areia, rocha, equipamento no geral, vidros, por aí fora.
Se na coluna de água existirem 100.000 bactérias, em todos esses substractos hão-de existir qualquer coisa como 100.000.000 bactérias ( exemplo figurativo).
Se é a morte dessas 100.000 bactérias que andam na coluna de água que vão provocar o aparecimento de cianobactérias... epá, acho isso muito rebuscado, até porque, se essas andam soltas na coluna de água, foi porque se soltaram do substracto e se se soltaram do substracto, já outras se estão a formar. É um ciclo permanente e infinito enquanto houver condições para tal ( nutrientes, água e substracto).
Eu não me preocupava assim tanto com isso e focava-me mais na saúde dos peixes, mas isto sou eu e é apenas a minha opinião.
Abraço