nunoni

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Tudo publicado por nunoni

  1. A unidade da grandeza potencial é mesmo o volt. É por isso que a sua diferença também se mede em volt. Não te esqueças que a resistência medida vai depender da distância; o que interessa é a resistividade (em Ohm/metro ou semelhante) Cumprimentos Nuno Barradas ps estou com 74W para 54 litros, e pela primeira vez neste aquário de 3 meses vejo pearling. Bonito! Uma boa fonte (secundária!!!) de O2.
  2. a mesma coisa aconteceu aos meus corys, esta manhã: uma vez por semana meto algum vegetal (batata, pepino, alface, espinafre, o que fôr) para os otos, mas os corys (e também os mollys) atacam com sofreguidão. Em geral deixo 1 dia em água fora do aquário para amolecer, e só depois introduzo, o que fiz ontem à noite, 3 pedacinhos não muito grandes (1 cc cada, talvez) de batata, e como tenho otos novos a ambientarem-se e queria dar-lhes mais possibilidades (tinham estado pelo menos 10 dias na loja sem alimentação adequada), também puz um bocado grandote (para os otos se agarrarem) de pepino e uma foha de alface. Hoje de manhã tinha tudo desaparecido (menos a alface), e os corys estavam letárgicos e de barriga inchada... acho que comeram que chegasse para vários dias! Vou tentar dar pouco de comer nos próximos dias (e nem pensar em pôr pastilhas de fundo!) Cumprimentos Nuno Barradas
  3. interessa mais o espectro da lâmpada, certos comprimentos de onda são melhor absorvidos que outros, e depende de planta para planta e até da altura do aquário (uma vez que num aquário muito alto muita luz é absorvida e a absorção depende do comprimento de onda). Já li muita coisa diferente neste site e noutros, e muitas vezes contraditórias. O espectro pode ser resumido na sua média, que é uma temperatura (porquê não vem ao caso). A temperatura da luz solar natural do meio dia é cerca de 5000K a 6000K. Muitas lâmpadas especiais para aquário têm temperaturas superiores, ou espectros com mais emissão em determinadas zonas. Também parece haver evidência que ter alguma luz por volta dos 4000K ajuda o crescimento. Menos que isso (por exemplo, as lâmpadas que dizem warm tone ou light ou semelhante) não ajuda as plantas. As lâmpadas têm quase todas indicação da temperatura (se não tiver, não compres). Ou seja, resumindo no meio da complicação toda, o Luís Fortunato tem razão, qualquer lâmpada da loja da esquina serve (desde que tenha uma temperatura superior a 4000K). Neste momento tenho uma dessas especiais de corrida com 15W/9000K que custou uma fortuna (erro de principiante que acredita nos lojistas em vez de ir estudar primeiro), duas de 12W/6000K do AKI (umas muito fininhas com suporte e tudo incluído que fixei ao tecto do aquário porque não tinha espaço para uma calha dupla para 2x15W), e mais uma de 15W/6400K compacta fluorescente (daquelas de rosca normalíssima, de longa duração que substituem as normais incandescentes). E as plantas parecem estar a dar-se bem (têm quase 1W por litro), se continuar assim nunca mais compro lâmpadas caras xpto. cumprimentos Nuno Barradas
  4. ... tinhas razão... deram-se "bem" durante uns meses, o escalar começou a crescer, comecei a ver o Betta cada vez mais escondido, quando reparei no escalar (no lusco-fusco depois de apagadas as luzes) a atacar o Betta era tarde demais, separei-o mas recusou a comida e morreu esta noite. Obrigado pelo conselho, culpa minha não ter seguido!
  5. nunoni

    Cianobactérias...

    Bem, qual é o objectivo de injecção de CO2 nocturna? Para ajudar as plantas a cresder não é, que sem luz elas não necessitam do CO2... pelo contrário, nessa situação elas já produzem CO2 que chegue, com injecção extra (se for muita) pode-se atingir níveis de CO2 altos para os peixes... cumprimentos Nuno Barradas
  6. Hoje de manhã apareceu um dos 3 Corydoras panda (ainda pequeno, menos de 2 cm) que comprei há exactamente 1 semana com os dois olhos baços, e o esquerdo saliente. E estava à superfície de cabeça para baixo, até pensei que estivesse morto, mas nadava. Fiz TPA, consultei os meus livros e depois vim aqui ver se haveria conselhos práticos "caseiros" uma vez que não tenho remédios disponíveis imediatamente. Decidi-me por improvisar um aquário de quarentena, e ir ao outro lado da cidade onde uma loja abre aos domingos pelas 11h se bem me lembro. Quando tinha as coisas prontas, e fui retirar o cory, estava morto... inspecção revelou que faltava o olho esquerdo, saltou mesmo, deve ter sido aí que morreu. Ontem estava bem, isto foi galopante! Os parâmetros da água estão normais. Que começo de dia triste! Bem, vou abastecer-me com um bactericida e um antibiótico para peixes, para ter em casa em casos destes. Cumprimentos Nuno Barradas
  7. nunoni

    Foco de luz lateral?

    1º sim, alguma, mas as luzes de cima também reflectem na água, havendo depois um jogo reflexão/absorção múltipla. Uma parte perde-se sempre. Pode-se minimizar por ex. pondo a lâmpada numa campânula espelhada encostada ao vidro, a reflexão vai-se reflectir na campânula, sendo redireccionada para o aquário. 3º Tenho neste momento 15 W JBL Solar Natur (9000K), e 24W a 6000K. Estava a pensar pôr uma fluorescente compacta com 15 ou 18W e 4000K (ou há umas muito baratas no AKI com 6400K, para iluminação caseira, é o que uso em casa). Claro que isto é só uma média, não me diz como é o espectro... Os 4000K devem ter bastante no vermelho que fomenta o crescimento, mas depende do espectro, os 6400 é mais perto do sol. 2º Hmmm... bem notado... Bem, apontando para o meio de uma Althernanthera rosaefolia com 30 cm de altura, que está mesmo por baixo das fluorescentes, irá ela começar a crescer para o lado? Mesmo assim, os 15W extra serão menos que o que está por cima. O que achas/acham? Irá prejudicar as plantas (que estão habituadas a ter luz de cima), e os peixes (idem)? Bem, isto não sairá muito caro, talvez possa experimentar e ver o que dá. obrigado Nuno Barradas
  8. nunoni

    Foco de luz lateral?

    Olá boa noite, tenho 39W instalados para um aquário de 54 litros, o que dá 0.7 W/l. É razoável, mas eu gostava mesmo de o ter bem plantado, e com algumas plantas vermelhas que precisam de luz intensa. Não tenho onde pôr mais lâmpadas no cimo do aquário. Estou a pensar introduzir um foco de luz direccionado, a partir de uma lateral, para a área onde estão as plantas mais exigentes em termos de luz (que já recebem os tais 39W vindos de cima). Digamos, uns 20W extra nesse foco. Será que alguém tem experiência ou informação que possa ajudar? Isto é viável? Obrigado e cumprimentos Nuno Barradas
  9. Está certo; agora diminui a distância para 1 cm (onde cabe um peixe não muito gordo), e volta a medir a resistência e a fazer as contas. Esotu curioso com o resultado! cumprimentos, Nuno Barradas
  10. Não li mal, li bem! Claro que a fotossíntese afecta o O2, mas não é um dos 3 parâmetros mais importantes, tal como o artigo diz. As variações do O2 no ciclo diário são entre os tais 80 a 90% ao nascer do sol e 110 a 120% ao fim da tarde. Ou seja, o essencial à vida dos peixes são os tais 80% (se não os peixes morriam todos ao nascer do sol!), o resto são variações em torno da média. Mais uma vez a conclusão não muda: as plantas têm uma influência pequena na população de peixes que se pode ter. Aumentar a circulação da superfície à noite é um factor incomparavelmente mais importante para evitar falta de O2. No fundo, nem sequer estamos em grande desacordo; mas o que o Axelrod diz, que o papel das plantas na manutenção do O2 para os peixes é muito exagerado, é algo que se mantém válido. E o livro continua com re-edições permanentes. Neste outro artigo (obrigado, bem bom! Ainda não li todo, o comentário que se segue é sobre o 1º tanque), mostra-se que com circulação da superfície comparável à natural (ou seja com skimmer), a variação máxima do O2 é entre 81% de mínimo e 98% de máximo. Ou seja, em condições mais ou menos naturais a fotossíntese influencia o conteúdo de O2, mas de forma marginal (17 partes em 98.). Pelo contrário, sem agitação da superfície o conteúdo de O2 desce para 16%, o que é dramático (62 partes em 78.), e mostra mais uma vez que a circulação da superfície é o factor primordial na oxigenação. Cumprimentos Nuno P Barradas
  11. Pelo contrário, lê os meus posts, eu repetidamente agradeço as infos que vocês me deram! E repetidamente vens com coisas com "afinal não percebes nada", ou "isso é conversa de técnico de lab", etc etc, escudando-te nos teus conhecimentos técnicos de quem estuda química. Eu não me escudo em nada, apenas em ideias que podem ser testadas e discutidas. Quanto ao site fdo HCP: obrigado, mas como disse tenho aqui um na estante, comprado em 1994. O Axelrod é um Handbook no sentido de que é sobretudo uma enciclopédia de identificação de peixes; mas tem muito mais. E o outro livro que citei (de 2005!), diz exactamente a mesma coisa, e também é referência. Já agora, uma busca com o google muito limitativa (axelrod "Freshwater Aquarium Fishes"), dá cerca de 14.000 resultados... (axelrod fish OR fishes dá mais de 380.000) - é mesmo um dos mais respeitados e utilizados especialistas em aquários. Mais ainda, o link dado pelo Just_me dá-me razão, ora vejam (tradução minha, original vejam o link: "Como é que o O2 entra na água? O2 atmosférico mistura-se na água por difusão. No entanto, uma maior quantidade é misturada com a ajuda de ventos, chuva, e correntes. Quanto maius rápidamente a água se move, maior o conteúdo de O2 dissolvido na água porque tem mais contacto com o ar O processo de fotossíntese (plantas aquáticas e algas) que ocorre na água afecta o número e tipo de animais encontrados." Ou seja: O2 é por contacto com a atmosfera, tal como eu disse, movimento da sua superfície aumenta a sua concentração, tal como eu disse. E a fotossíntese NÃO é referida como influenciando significativamente o conteúdo de O2, tal como eu disse. Continuando: "Processos que afectam o conteúdo de O2 da água? O O2 dissolvido é afectado pelo tempo, temperatura, e até salinidade" Ou seja, em primeira ordem a fotossíntese não é um dos factores mais relevantes. Tal como eu disse. O texto diz em seguida que "a fotossíntese pode afectar o nível de O2 durante o dia". "Pode", não diz que afecta mesmo. Finalmente, diz ainda que o processo através do qual plantas afectam o conteúdo do O2 é... plantas nas margens que criam sombra e com isso reduzem a temperatura da água. Cumprimentos muito amigáveis!!! Não se deixem enganar por aquilo que é uma discussão viva mas correcta! Nuno Barradas
  12. Bons dias outra vez, Estavas tu, uma vez que com aquelas equações pretender calcular a quantidade de CO2/O2 produzida a partir da corrente (quantidade de e-) pressupõe rendimentos de 100%, o que é falso. Quanto à explicação do que é uma corrente eléctrica, por esta altura já devias ter percebido que não preciso de muitas explicações (mas não faz mal, há muito tempo que deixei de me importar de levar pancada, desde que aprenda alguma coisa, e também já me deixei de puxar pelos galões, porque como disse argumentos de autoridade não têm valor numa discussão). Mas, se a corrente pode variar num sistema de ddp constante (como parecem ser alguns), até ordens de grandeza, qualquer peixe que por lá passasse levaria com essa corrente. Todos os sistemas que vi até agora, e já foram vários (obrigado pelas dicas) separam fisicamente o local onde a electrólise se passa dos peixes e plantas. Portanto, uma vez que isto começou com vocês a dizerem que não há problema em fazer electrólise com os peixinhos ao pé, é altura de darem a mão à palmatória. Isto se alguma vez vierem a ser cientistas dignos desse nome - já que cientistas têm frequentemente que reconhecer erros, é a única maneira de avançar. Ai a arrogância da juventude... como têm algum conhecimento imediatamente se consideram superiores a todos os outros, que presumem ignorantes e provavelmente com a quarta classe mal feita. Mas como resposta: antes de teres visto um pela primeira vez, já eu tinha a minha cópia pessoal. Finalmente. alguns dados: num aquário com vida consumidora de O2, os níveis de O2 na água variam entre 80 e 95% do valor de saturação, dependendo dos sistemas de oxigenação. Em situação de sobresaturação com muito pearling, poder-se-à atingir o quê, uns 110 a 120% (tudo isto a pressão e temperatura normais). Ou seja: a imensa maioria (de 2/3 a 9/10) do O2 presente na água provém da atmosfera, e apenas uma minoria (de 1/10 a 1/3), e isto nas condições mais absolutamente favoráveis, poderá provir das plantas. cqd. Nuno Barradas
  13. O da Jebo parece ser de intensidade regulável, até 350 mA. Para um peixe, isto parece ser uma senhora corrente! Ou não é? Nuno Barradas
  14. Obrigado pela info. E gostaria de saber as razões, uma vez que estou seriamente a pensar adquirir um sistema... Nuno Barradas
  15. Bom dia! Isto é um argumento de autoridade, que qualquer cientista rejeita. Portanto não vou dizer aqui qual a mimnha formação. Em qualquer dos casos, eu tenho dito cosistentemente que estou aqui para aprender e se discuto este assunto com vocês é porque pelo que leio vale a pena, ou seja, não me parece que vocês sejam ignorantes ou desprovidos de raciocínio! Obrigado; o que tem é o assunto principal não é o pearling, mas sim se o O2 produzido pelas plantas, mesmo de dia, chega ou não para os peixes respirarem, ou dizendo com outras palavras, qual a fonte principal de O2 para os peixes num aquário plantado. A conclusão até mais ver, é que é sem dúvida nenhuma a atmosfera. "Tapado" quer dizer que tinha uma tampinha, não que estivesse estanquemente isolado da atmosfera! A oxigenação não é a mais eficiente, mas há sempre agitação devido por ex. a correntes de convecção e ao movimento dos peixes. Físico, cura-te a ti mesmo! Queres então dizer que a eficiência de cada uma destas reacções, relativamente à H2O, C e O2 disponíveis, é de 100%?!?!?! Para as três de reacções de seguida?!?!?!?!?!?!? Vá lá, tanto quanto sei a eficiência poderá ser 0.000001%, muito mais, ou muito menos! Anteriormente já tinhas dito errado, uma vez que no CarboPlus o que se varia é a diferença de potencial, lê o meu post anterior, entre 5.5 e 20 V. A corrente, tal como disse, vai variar enormemente com a condutividade da água. Errado, tenho electrólise a ddp constante (fixada pela maquineta) e corrente variável (basta por ex. passar algum resto de comida acabado de dissolver, ou infusória, para a corrente poder variar ordens de grandeza!!!). OK, até alguém ter realmente dados sobre eficiência de processos, ou valores da corrente fornecidos pelos fabricantes, penso que a discussão está feita (mas desenganem-me se necessário). Quanto aos tais livros, são apenas e só referências ao nível do "Handbook of Chemistry and Physics" (comparando com algo da tua área). Mais importante do que este argumento de autoridade, é que o que dizem faz sentido. Mantenho a conclusão prática: num plantado com injecção de CO2, de dia a superfície deve ser o mais calma possível, de noite o mais agitada possível (para além de desligar o CO2, claro, mas isso é trivial). Cumprimentos Nuno Barradas
  16. Olá, eu comprei recentemente a um dos patrocinadores, as plantas chegaram em excelentes condições e tal como prometido. Não fiquei totalmente contente com uma delas, porque era pequenina quando eu estava à espera que fosse maior, mas lendo bem o que estava no site eles enviaram exactamente o que prometeram. Os portes não pesaram no preço total (2 euros e tal, para uma encomenda de 20 e tal euros). Como tal, só posso dizer bem, mas em geral prefiro comprar em lojas ou trocar (desta vez estava à procura de coisas bem específicas, a loja da net foi a solução mais rápida). cumprimentos Nuno Barradas
  17. Se for caso disso, transformo o tanque de quarentena num tanque para o betta... mas espero que eles se habituem um ao outro daqui até lá!
  18. Uma vez fui burlado na ebay, activei a queixa da paypal, e revi o meu dinheiro. Tentem! Nuno
  19. Boa noite, Isto está cheio de profissionais que ou ainda não leram os clássicos ou já se esqueceram. De “Aquarium fishes of the world”, H. R. Axelrod et al., T.F.H. Publications, pp. 922, 928 (tradução minha; original no fim, uma vez que isto é um fórum em português tal como explicitado nas regras, as quais, sendo novo aqui, tento respeitar - mas por favor avisem quando me desviar): “O volume de um aquário é na realidade de quase nehuma importância para estimar quantos peixes lá podem viver. Mesmo para níveis populacionais considerados mínimos, as densidades altas limitam severamente a capacidade do volume de água de suster a respiração dos peixes. Ao contrário, a área da superfície é muito mais importante.” “ Troca gasosa, em particular absorção de O2 e emissão de CO2, acontece na interface entre água e ar. Isto quer dizer que dois tanques com a mesma área superficial têm a mesma capacidade.” “A aeração é frequentemente mal compreendida. A visão da produção profusa de bolhas de ar que sobem em cascata inversa leva frequentemente as pessoas a pensar que todo esse ar está a ser “bombeado” para a água. Na realidade, muito pouca troca gasosa pode acontecer na superfície de uma bolha a subir rapidamente para a superfície. Estas bolsas de ar de curta duração na realidade servem principalmente para agitar a água”. Um tanque absolutamente calmo com uma superfície de 0.3 m2 tem sempre 0.3 m2 de água expostos ao ar. Ponham essa água em movimento, no entanto, e estará em contínua renovação, efectivamente aumentando a área, à medida que cada “superfície” é submergida, emergindo uma nova superfície.” “O papel das plantas como oxigenadoras é frequentemente muito sobreestimado. O mais seguro é assumir que as plantas não têm nenhum efeito sobre o conteúdo de O2 da água, sobretudo em termos de potencialmente minimizar a necessidade de aeração mecânica. Isto é devido a que, com excepção dos aquários mais baixamente povoados, as plantas não fornecem uma quantidade significativa do oxigénio necessário, e porque as plantas só produzem oxigénio durante períodos com iluminação” “Tropical Fishlopaedia, A complete guide to fish care” Mary Bailey and Peter Burgess, Ringpress Books 2005 reprint, Dorking UK, pp. 96-97, diz aproximadamente a mesma coisa. Conclusão prática para quem usa algum método de introduzir CO2: de dia, deve-se manter a água superficial mais calma, para evitar a emissão do CO2 introduzido (e que tanto nos custa) para a atmosfera que é fomentada pela agitação da superfície. De noite, deve-se agitar mais a superfície, para aumentar a oxigenação e compensar o CO2 produzido pelas plantas. Quanto à electrólise: realmente a produção de CO2 é “proporcional” à corrente, mas alguém sabe qual a constante de proporcionalidade? Eu disse explicitamente que não sei calcular, porque me falta informação. Em qualquer dos casos, para uma dada diferença de potencial a intensidade da corrente depende apenas e tão só da resistênca encontrada, a qual depende dos sais dissolvidos na água, ou seja, é diferente para cada aquário. Ou seja, o que é aplicado (em qualquer sistema de electrólise em que o meio não seja conhecido com exactidão), e este é o factor que é regulável, é uma diferença de potencial, e não uma corrente, a qual na prática varia muito para a mesma ddp aplicada (será menor para águas macias com baixo teor mineral, o qual leva a baixa concentração iónica). Entre água fresca e salobre, a condutividade pode variar entre 0 e 4800 microS/cm (ou seja, para a mesma ddp aplicada, a intensidade da corrente pode variar mais de 3 ordens de grandeza). A água do mar tem cerca de 500 S/cm. (vide http://www.waterwatch.org.au/publications/...lectrical.html) Eu só consegui descobrir dois sistemas de electrólise comercial para aquários (o da Zajac, ddp regulável entre 5.5 e 20 V, vide http://www.zajac.de/, http://belowwater.com/products/carbo-plus/index.html, e o Carbo-Tronic da Velda, vide http://www.velda.nl/L01p4000.php?id=100038), e nesses o processo passa-se dentro do aquário, mas completamente separado dos peixes, dentro de uma caixinha que afasta os peixes da diferença de potencial. Mas estou aqui mesmo é para aprender, de modos que agradeço que me forneçam links para outros sistemas (e já agora, quem vende!), porque estou interessado! Cumprimentos Nuno Barradas Original: “The actual water volume of a fish tank is actually of almost no consideration when figuring out how many fish can go into it. At what are considered even minimal stocking rates, the unnaturally high population densities severely limit the capacity of the volume of water to sustain the fishes’ respiration. Instead, surface area is of much more importance.” “Gas exchange, notably oxygen (O2) in and carbon dioxide (CO2) out, takes place at an interface between the water and the air. This means that two tanks with the same surface area have approximately the same carrying capacity.” “Aeration is often misunderstood. The sight of an airstone or diffuser profusely producing air bubbles which rise in a reverse cascade often leads people to think that all that air is being “pumped” into the water. Actually, very little gas exchange can take place on the surface of a bubble as it speeds toward the surface. These short-lived pockets of air actually serve principally to move the water. An absolutely still tank with a surface of 3 square ft always has 3 sq ft of water exposed to the air. Put that water in motion, however, and it is constantly turning over, effectively increasing the area as each “surface” is rotated under, raising a new surface.” “The role of plants as oxygenators is usually grossly overemphasized. It is safest to assume that plants have no effect on the oxygen content of the water, especially in terms of potentially minimizing the need for mechanical aeration. This is because in all but the most lightly stocked aquaria, plants do not supply a significant amount of the required oxygen, and because plants produce oxygen only during lighted periods.”
  20. Quanto ao pearling, ele só acontece porque: 1. As plantas estão a produzir muito oxigénio, e 2. Já há muito O2 na água devido a troca com a atmosfera, que mesmo em situação de pearling continua a ser a maior fonte de O2 no aquário! Ou seja, num aquário muito bem plantado, hermeticamente fechado, sem acesso a O2 atmosférico, as plantas não conseguiriam produzir O2 suficiente para alimentar uma quantidade razoável de peixes. No fundo, isto é intuitivo: pensem na situação natural, nos trópicos, por ex num rio com água a fluir. Vai haver imensa troca com a atmosfera! Imenso O2 vai entrar na água pela superfície. Portanto, a evolução habituou os habitantes aquáticos (peixes, plantas, etc) a esta situação, em que o O2 das plantas é útil, mas não suficiente. Cumprimentos Nuno Barradas
  21. Boas tardes 1. A eficiência da electrólise é menor que 100%, apenas cerca de 50 a 70% da corrente é transformada em H2 e O2, o resto é dissipado em calor. 2. A eficiência da reacção O2+C2 é de certeza muitíssimo inferior a 100%!!! Muito do O2 criado deve acabar por ser libertado. As companhias não fornecem números, logo não posso fazer contas à corrente necessária para gerar x ppm de CO2. Mas não é preciso, porque: 3. Não sabendo mais detalhes, vamos ao que interessa: a corrente por ex para o sistema Zac Carbo Plus é 20V (no máximo). É essa a corrente que teriam de fazer passar no aquário. Ora, a nós humanos, que somos maus condutores, 10 vezes mais que isso pode matar-nos (0s 220V da rede). Os peixes são muito mais de 10 vezes menores que nós, e a água de um aquário é muito melhor condutora que um humano. Ou seja, parece-me quase certo que 20V mataria qualquer peixe. Mas podem experimentar, peguem num transformador de 20V e liguem um polo a uma ponta do aquário e ou outro polo a 5 ou 10 cm de distância... e esperem pelos peixes que lá passam. Não me parece saudável! (quanto ao UV: era só um exemplo de outro processo utilizado em aquários, que é também mantido bem longe dos peixes e plantas, dentro de uma caixa fechada, tal como todos os sistemas de UV que vi) (já agora, obrigado pela dica, parece-me bem e vou comprar um destes Zac!) cumprimentos, Nuno Barradas
  22. Bons dias gente, ninguém se chateie que andamos todos ao mesmo!, mas 1. Desde que a electrólise seja realizada separadamente de onde estão os peixes, é óbvio que não há problema. Eu faço electrólise aqui no meu laboratório onde trabalho e não afecta os peixes lá em casa. La Palisse dixit. Nos sistemas de electrólise para aquários (tal como os uv), tudo se processa numa caixinha fechada bem separado do resto. 2. O O2 gerado pelas plantas não chegaria para sustentar aquário nenhum, a não ser que fosse muito bem plantado e tivesse lá dentro vá lá 1 Neon ou dois. A imensa maioria do O2 consumido pelos peixes provém da atmosfera. 3. Obviamente que em termos das plantas o oxigénio provém da água!, e isto é o forum das plantas, de modos que quem tem razão são vocês! Obrigado por me chamarem à razão e cumprimentos Nuno Barradas
  23. Boas a água (H2O) não é fonte de oxigénio gasoso (O2) no aquário, para isso era preciso fazer a electrólise, o que mataria os peixes. A fonte de O2 no aquário é a atmosfera, basicamente por troca à superfície. Para aumentar a concentração de O2 (por ex em aquários sobre-populados), é necessário gerar correntes de água, de preferência com ondulação, por dois motivos: 1. As correntes fazem com que a água em contacto com a atmosfera esteja sempre a mudar, assim absorve-se mais e o O2 distribui-se melhor por todo o aquário 2. A ondulação aumenta a área da superfície, aumentando assim o contacto com a atmosfera. cumprimentos Nuno
  24. bem, nitritos no máximo é água muito pouco excelente! Tens que ajudar a refazer o ciclo do N rapidamente, mete as bactérias ao nível máximo permitido nas instruções! E faz TPAs muito frequentes (talvez 25% de 2 em 2 dias?) boa sorte!
  25. Se retiraste o filtro antigo juntamente com o filtro biológico que lá tinhas, ficaste sem a maior parte das bactérias do N... eu mudei de filtro há uns tempos, e mantive os dois a funcionar simultaneamente durante algum tempo (2 semanas) para dar tempo ao novo de ser colonizado pelas bactérias. Em qq dos casos, se for este o problema, agora não vale a pena meter o antigo outra vez, porque as bactérias já morreram. Seria melhor, primeiro, começar com o tratamento com bactérias em frasco como se o aquário fosse novo, e talvez arranjar algum material do filtro de um aquário ciclado. boa sorte!